30 de Abril de 2009

Foge Foge Bandido

O antigo vocalista dos Ornatos Violeta e dos Pluto vem a Guimarães apresentar o seu livro de estilo. Manel Cruz lançou no ano passado o díptico O Amor Dá-me Tesão / Não Fui Eu Que Estraguei, fruto de gravações mais ou menos caseiras e com a colaboração de cruzamentos mais ou menos fortuitos.

O Foge Foge Bandido foi um namoro de acasos, descobrir a música das pessoas e não dos músicos e atribuir ao tempo a tarefa de seleccionar o material. Foi tentar ao máximo expressar o processo, com a consciência, claro, de que o acaso se estende ao próprio entendimento desse processo e de que se calhar não percebi nada.

Ver www.fogefogebandido.com. Ou/e ainda na sala de espectáculos do São Mamede, hoje à noite, em Guimarães.

Gripe Mexicana

A Organização Mundial de Saúde (OMS) elevou para o nível 5 o alerta por causa da gripe mexicana, confirmou em Genebra a directora-geral da organização, Margaret Chan, acrescentando que todos os países devem activar os seus planos de preparação contra uma pandemia.

Primeiro veio a crise financeira que provocou uma crise económico-social a nível mundial. Por cá periclitamos com medidas que não se sabem bem que efeitos é que terão realmente. Ao sabor da onda se vai andando! Embora não estejamos pior do que outros países europeus ao nível de impacto que têm vindo a ter, também não sabemos muito bem como nos andamos a aguentar.

Agora, para juntar à confusão, vem uma gripe. Para já estamos livres da doença. Mas, até quando?

29 de Abril de 2009

Campanha 50/50

2009 é um ano decisivo para a democracia: é um ano de eleições; é um ano de nomeações.

Na Europa, para o Parlamento Europeu e para a Comissão Europeia. Em Portugal, para a Assembleia da República, Autarquias e Governo. A participação igual de mulheres e homens é uma exigência da democracia!

E qual é a situação actual? No Parlamento Europeu, 75% da representação portuguesa é assegurada por homens. 79% dos deputados eleitos para a Assembleia da República são homens. Em 2007, foram eleitos 39 homens e 8 mulheres para a Assembleia Regional da Madeira. Na Assembleia Regional dos Açores, apenas 15,8% de deputados eleitos é do sexo feminino. Nas autarquias, 6,2% das Presidências são asseguradas por mulheres. E 21% das vereações são desempenhadas por mulheres.

As eleições europeias estão a aproximar-se rapidamente. Se concorda com a campanha de que deve haver uma igual representação das mulheres nas posições de tomada de decisão na Europa, simplesmente clique aqui e preencha o seu nome. A sua assinatura pode reforçar a voz das mulheres pela igualdade entre mulheres e homens ao mais alto nível da política europeia.

Youth Without Youth

Um filme extraordinariamente bem filmado. Genial Francis Ford Cappola.

27 de Abril de 2009

50 Milhões

25 de Abril de 2009

Liberdade

21 de Abril de 2009

Barcelona

Casa Batló

En els propers dies estarà a Barcelona. Finalment, tinc uns dies de descans i la diversió també. Ciutat encantada serà bo ho revisin.

20 de Abril de 2009

Baleia na Póvoa de Varzim

Uma baleia deu hoje à costa na praia da Salgueira, na Póvoa de Varzim. A baleia está morta e encalhada nas rochas desde esta manhã. A Polícia Marítima já foi informada da situação mas a meio da tarde ainda não tinham sido iniciadas as operações para retirar a baleia do local. Fotografia: Adriano Miranda.

18 de Abril de 2009

Radicais em Portugal

A Europa e grande parte do mundo são hoje espaços de coexistência intercultural. Esta coexistência acontece, quer seja em guetos ou mesmo em espaços onde fluem e se completam diversas culturas. Temos o exemplo de cidades como Paris, Barcelona ou mesmo Rio de Janeiro. O processo imigratório continua a ser de extrema importância para a formação cívica e cultural.

Ao longo dos últimos anos, também o nosso país tem aprendido a ser um país de acolhimento de diferentes comunidades imigrantes. Há até quem diga, erradamente, que Portugal deixou de ser um país de emigração para passar a ser um país de imigração. Não. A emigração continua a ser uma realidade e até se dá por vezes com novas características (ex: mobilidade estudantil). Mas, voltando à imigração.

Sendo a imigração um fenómeno recente e continuando Portugal a ser constituído por um povo pouco habituado a lidar com a diferença cultural, dá azo a que haja uma facção da população que entenda que a imigração não deve ser mais do que um acolhimento inferiorizante ou assimilante do outro àquilo que nós somos. E porquê? Apenas porque estamos no "nosso" território. Esta suposta superioridade cultural e tacanhez para ver, compreender e "aceitar" o que é diferente de nós, leva depois a afirmações que deixam algo a desejar. Afinal, quem são os radicais?

Menina Cigana

É a primeira vez que acontece o rapto de uma criança de etnia cigana para a forçar a casar. Quem o garante é o presidente da União Romani, Vítor Marques, assegurando ainda que o que se passou com a menina de Santa Maria da Feira "nada tem a ver com as tradições do casamento cigano". Para quem estiver interessado em ver qual o procedimento habitual para o casamento entre ciganos, o que explica a anormalidade do caso que aconteceu com a menina de 11 anos de Santa Maria da Feira raptada pelo próprio tio para se casar, pode ver a notícia supra-linkada.

17 de Abril de 2009

1984 (na Internet)

Aparentemente terminou a novela Piratebay. Com um resultado (preliminar) inédito! A acusação venceu punindo com pena de prisão de um ano, mais uma coima de 2,7 milhões de euros, quatro indivíduos em específico. Sinceramente: não vou discutir se o download ilegal é bom ou mau, se traz ou não riqueza e fama aos artistas, se permite alargar horizontes ou se simplesmente é um roubo descarado. Prefiro antes tentar perceber de que modo afecta a nossa liberdade enquanto cidadãos porque não compreendo, na prática, em que é que o PirateBay é diferente do Google e dos restantes motores de pesquisa que o cidadão comum usa no seu dia-a-dia.

Nem o Google nem o PirateBay hospedam ficheiros. A diferença do segundo para o primeiro é que a pesquisa de conteúdos hospedados no PirateBay é realizada aos computadores dos indivíduos que decidem compartilhar. Condenar deste modo o peer-to-peer (P2P) parece-me abusivo porque até o próprio Messenger da Microsoft também o permite. E, sem surpresa, os conteúdos também podem ser ilegais.

Lembro-me de ser rapaz pequeno e gravar programas de rádio e músicas num velho leitor de K7’s. Se tinha consciência que era ilegal? Não, claro que não. A K7 era revolucionária! Não se podia gravar músicas da rádio para um disco de vinil. Isto tudo para dizer o quê? Que a industria discográfica e cinematográfica sempre foram os profetas da destruição. Ora as K7’s eram demoníacas porque permitiam gravar, ora a VHS ia destruir toda a indústria cinematográfica porque os cinemas iam ficar vazios, ora os CD’s permitiam realizar cópias piratas, ora o DVD permitia gravar o que bem se quisesse, ora a guerra recente entre o HD e o Blu-ray iria trazer inúmeros prejuízos.

Tendo em conta este espectro da pirataria foi recusada, por enquanto, no parlamento francês uma lei que permite o corte no fornecimento de internet aos utilizadores que realizem downloads iguais. Imaginem o grau de controlo que é preciso realizar nos servidores para se ter acesso a esta informação. Pensem no acesso livre ao vosso computador. Pensem em todas as ilegalidades que os sites não-comerciais, blogs, caixas de email, redes sociais, etc. possuem: desde imagens, músicas…E imaginemos todas as punições possíveis.

Esta guerra ultrapassa em muito a pirataria. Afecta a liberdade dos cidadãos europeus, impondo um controlo abusivo sobre o que fazemos, o que vemos, o que trocamos, o que descarregamos, o que dizemos…na internet. Não faço profecias do caos: somente digo que abre um precedente muito estranho e sem o qual eu poderia viver muito bem. No livro 1984, Orwell refere personagens como o “Ministério da Verdade”, e a “Polícia do Pensamento” cuja função era relembrar aos cidadãos o que eles deveriam fazer. E vejam as propostas sugeridas por toda a Europa. E quanto ao nosso pequeno rectângulo, as propostas apresentadas conseguem ser tão radicais como a francesa. Se a ironia em Orwell era deliciosa, na governação da internet deliciosa é.

Rui Cruz, mestrando em Sociologia na Universidade do Minho.

16 de Abril de 2009

Manifesto contra Sócrates

Um acontecimento musical. Não, politico. Aqui.

15 de Abril de 2009

Filhos da...

13 de Abril de 2009

Cão de Água Português

Manso, asseadinho, obediente... Era difícil encontrar um representante mais perfeito de Portugal. Aqui.

Der Blaue Engel

7 de Abril de 2009

O Gran Torino de Eastwood


Gran Torino é soberbamente clássico, sublimamente abordado, e com uma toada que transpira Shakespeare por todos os poros. Eastwood não brinca. Pode ser sorrateiro, mas ele está aí; confirmando uma vez e mais outra a sua indelével mestria.

João Gil Freitas, in Escrito na Pedra

6 de Abril de 2009

Casamento Homossexual


O tempo passa mas os argumentos teimam em não mudar. Falta de imaginação ou mesmo tacanhez? Que poder tem a igreja, afinal, num Estado laico, para ter opinião sobre os caminhos e decisões de um país?

3 de Abril de 2009

O Acordo de Acção Global

A História está a construir-se perante os nossos olhos.

O G20 esteve reunido em Londres para resolver os problemas estruturais levantados pela crise sobretudo a autoregulação/autocorrecção do mercado (a velha história da mão invisível), a criação de novas formas de regulação dos mercados financeiros e a criação de uma organização supranacional capaz de controlar/estabilizar os preços nas economias globais.

O (neo) liberalismo ruiu de um modo semelhante ao ocorrido nos anos 30 e, como tal, a Europa tem agora uma escolha a fazer: ou recorre aos benefícios do modelo liberal para sair da crise; ou recorre ao modelo keynesiano; ou cria um novo modelo económico-social. No discurso efectuado pelo Presidente da Comissão Europeia pouquíssimas palavras foram dirigidas às políticas de emprego, ao Estado Social Europeu, ou aos próprios europeus. A atenção central destinou-se à criação de novas propostas de regulação dos hedge funds (fundos especulativos), aos capitais de investimento, às remunerações dos administradores, às condições de crédito, à eliminação dos activos tóxicos (depreciados), à supervisão das acções das economias mundiais e ao fortalecimento da acção do FMI (Fundo Monetário Internacional). Aparentemente a escolha já foi feita: estas políticas têm tanto de inovador como de keynesiano…

Desde Bretton Wodds, em 1944, que não se criava uma cimeira séria visando uma agenda de regulação supranacional. E tais políticas deram origem aos “30 gloriosos”. Mas após a crise dos anos 70 o discurso de Bretton Woods foi-se dissipando… O filho de Keynes, um FMI centrado nas políticas de emprego, começou a promover, a partir dos anos 70/80, políticas contrárias daquelas que defendia até então. O Banco Mundial arruinou economias atrás de economias, mas tem vindo a aprender a lição. A Organização Mundial do Comércio (ex GATT) apresenta níveis de fundamentalismo económico somente equiparáveis às do actual FMI. E como tal, fruto do “acordo de acção global”, os cidadãos do mundo vão contribuir para a criação de um outro instrumento/organização transnacional, para além do fortalecimento do FMI, organizações estas que os cidadãos não controlam democraticamente, que não podem conduzir os objectivos e exigir resultados…

O problema não reside nestas organizações transnacionais, mas sim nos princípios ideológicos subjacentes. Seguindo Einstein, nenhum problema pode ser resolvido pelo mesmo nível de consciência que o criou. O liberalismo foi o problema…Será a solução?

Rui Cruz, mestrando em Sociologia na Universidade do Minho.

De 15 em 15...

O Pegadas de Elefante ganhou um cronista. A partir de hoje, Rui Cruz, licenciado e mestrando em Sociologia na Universidade do Minho, irá colaborar neste blogue, de forma quinzenal, com as suas reflexões sobre temas da actualidade. O primeiro trabalho tem como objecto o G20 e intitula-se “O Acordo de Acção Global”. Os próximos só a conjuntura regional, nacional ou internacional os ditarão. Desejo, a todos os interessados, uma boa leitura.

1 de Abril de 2009

Protestos na FBAUP